quinta-feira, 15 de março de 2007

Drogas e Sexo, cuidados com a sua vida.

Nem sempre devemos confiar nos outros, isso já sabemos desde pequenos,
somos ensinados a ter cuidado com os estranhos. Acontece que
infelizmente grande parte dos agressores sexuais não são estranhos,
são pessoas bem conhecidas. Amigos, parentes, qualquer pessoa que
tenha acesso fácil e saiba como você é. O agressor não escolhe
qualquer pessoa, ele seleciona. A preferência é sempre por mulheres
que são facilmente oprimidas e que possuem carências e medos mais
aflorados.

O perfil do agressor pode ser destacado em muitos casos como pessoas
portadoras de problemas genéticos -aparência aversivas – que
normalmente teriam dificuldades de atração natural. Estes oprimidos e
com sua autoestima baixa procura nas drogas a chance que possuem para
poder exercer sua vida sexual.

Não é incomum que esta pessoa se mostre compreensiva, amiga,
prestadora por um período, tudo na intenção de promover a confiança em
sua vitima.

Como o uso de drogas (Álcool) quase sempre está ligado ao abuso sexual
por parte destas pessoas, suas vitimas se sentem oprimidas e com
sentimentos de culpa. De fato o agressor usa justamente a desculpa do
uso do álcool para poder oprimir sua vitima. Este sentimento de culpa
é comum em todo o mundo e infelizmente por este motivo menos de 15%
das mulheres apresentam queixa crime contra o agressor.

No mercado o uso de uma substância de nome GHB leva a diminuição da
censura com conseqüente desinibição, estado de euforia, como
anabolizante, em caso de uso para delitos (estupro, furtos) para uma
diminuição da tensão muscular e sedação da vítima, causando inclusive
lembranças vagas sobre o ato no dia seguinte. O GHB não possui cheiro
nem gosto quando colocado em bebidas alcoólicas.

Uma droga, não é apenas uma substância entorpecente, ela cega, oprime,
ameaça e desencadeia sentimentos de culpa e de controle das vitimas.

Não podemos nunca esquecer que um simples chopp na casa de um amigo da
faculdade ou vizinho do prédio pode ser a grande desculpa que um
abusador está buscando para alegar que "ela" procurou isso. Claro ele
nunca tem sentimentos de culpa, segundo sua mente doentia, ela que é a
culpada por confiar nele.

Como sempre nossa sociedade tende a denegrir a imagem da mulher,
principalmente se ela estiver mais sensual e mais solta. Mas o fato de
alguém não estar em condições conscientes e sob efeito de uma droga já
é por si um caso que pode ser tratado como abuso sexual, visto que
existe um certo grau hipnótico neste estado. Se o abusador estiver de
forma consciente, ou seja, não sob o efeito da droga então isso pode
ser a prova psicológica que necessita-se para uma ação criminal.

A mulher não deve se calar, ceder a chantagens e esconder o fato.
Temos que recordar que qualquer abuso sexual deixa traumas e
certamente retira a condição natural do desejo e satisfação sexual,
este fantasma do abuso irá segui-la para onde quer que seja e com quer
que esteja com ela.

A melhor forma de resolver o problema é confiar na família e entender
que esta mulher foi uma vitima e que o abusador é que deve pagar pelo
que praticou. O medo e a vergonha são sentimentos normais que devem
ser trabalhados com apoio psicoterápico e familiar.

Na antiguidade e em certos paises o abuso sexual é sumariamente
condenado com a pena de morte.

Um homem que precisa usar de drogas para ter relações sexuais com uma
mulher, seja ela quem for, é um verdadeiro animal e não merece ser
chamado de homem.

Pelo menos há uma coisa de bom nisso tudo. Quando condenados a prisão
(pena que são poucos casos) estes abusadores passam a vivenciar um
verdadeiro inferno. Em geral são abusados pelos presos, que revoltados
com este tipo de crime não deixam a situação passar desapercebido não.

Certa vez, trabalhando na penitenciaria no Rio de Janeiro presenciei
casos de abusadores que foram presos e estuprados sequencialmente por
mais de 20 presos ao mesmo tempo, este processo perdurou por várias
internações e pontos na região anal e com a contaminação do HIV.

Charles Rojtenberg ( www.professorcharles.com.br)

Charles Rojtenberg –Sexólogo-Psicólogo

www.professorcharles.com.br

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